O fato
gerador do interesse em resgatar as ações práticas que tiveram por objetivo
adaptar o jogo de handebol para pessoas portadoras de deficiência foi o encontro
de três trajetórias profissionais: a vivência do Professor Ms. Décio Roberto
Calegari na modalidade, onde já exerceu as funções de atleta, árbitro,
treinador e dirigente e o prazer proporcionado pelo desenvolvimento de
trabalhos com Portadores de Necessidades Especiais, a partir da implantação do
Projeto de Atividades Motoras Adaptadas (Projeto AMA), idealizado pelo
Professor Dr. José Irineu Gorla junto ao Curso de Educação Física da Universidade
Paranaense e coordenado pelo professor Ricardo Alexandre Carminato junto a
UNIPAR CAMPUS TOLEDO.
Inicialmente
foi produzido um estudo exploratório que, além de identificar as iniciativas
que já existiam nesta modalidade pretendeu estabelecer parâmetros iniciais para
a inclusão da modalidade no Projeto AMA e a construção de referencial teórico e
técnico para implantação e evolução da modalidade no âmbito do Movimento
Paraolímpico Nacional e Internacional.
A estratégia
inicial foi identificar na internet as iniciativas que prevêem a utilização do
Handebol adaptado para cadeirantes utilizando-se de mecanismos de busca
(Google, Yahoo, Cadê).
Cabe registrar que este não é um texto definitivo sobre
o assunto e se alguém teve uma experiência de adaptação do handebol e gostaria
de registrá-la basta enviar uma mensagem eletrônica com documentos, fotos e
depoimentos para que a mesma seja incluída neste histórico.
INICIATIVAS NACIONAIS
Handebol na Terceira Idade Em âmbito
nacional foram identificadas ações de desenvolvimento de Handebol para a
Terceira Idade nas cidades de Itajaí/SC, Descalvado/SP e na Universidade
Metodista de São Paulo.
Handebol Especial Tem-se
conhecimento de uma equipe de Curitiba/PR que teria disputado uma competição
internacional, tendo inclusive conquistado um resultado expressivo. Aguardando
material!
INCIATIVAS INTERNACIONAIS
Em âmbito
internacional a pesquisa permitiu identificar que existem adaptações do
Handebol para surdos e deficientes mentais com a modalidade fazendo parte dos
Deaflympics (olimpíadas dos deficientes auditivos) e das Special Olympics
(olimpíadas especiais) onde o handebol é disputado em três formatos
diferenciados.
Deaflympics – Deficientes Auditivos Na Olimpíada
para DA – deficientes auditivos realizada em Melbourne/Austrália em janeiro de
2005 cinco seleções masculinas disputaram
a medalha de ouro. Na primeira fase as cinco seleções jogaram entre si em turno
único e a classificação final determinou os jogos das semifinais (www.deaflympics.com, 2005).
A Croácia que
terminou a fase de classificação em primeiro lugar venceu a Dinamarca (4ª
colocada) por 30x22, enquanto que os EUA (3º) surpreenderam a Alemanha (2ª) por
24x22. Na disputa da medalha de bronze a Alemanha venceu a Dinamarca por 26x20
e a Croácia conquistou a medalha de ouro ao ganhar dos EUA (prata) por 43x26 (www.deaflympics.com, 2005). O que chama a
atenção no Handebol disputado por DA é a utilização das mesmas regras da IHF,
facilitando a integração e desenvolvimento motor do DA.
Special Olympics (Olimpíadas Especiais) Já nas
Olimpíadas Especiais algumas adaptações são necessárias. Inicialmente todos
devem passar por uma bateria de testes classificatórios que incluem quatro
provas: Tiro ao Alvo; Velocidade de passe; Drible e Força de Arremesso. Todos
os jogadores fazem o teste e o escore da equipe é determinado pela soma dos 7
melhores resultados divididos por sete. As
competições são disputados em quatro situações diferenciadas:
a)
equipes de handebol utilizando os mesmos 7 jogadores do
handebol normal, com a possibilidade de 5 reservas.
b)
Equipes com 5 jogadores e 4 reservas
c)
Equipes mistas com 4 DM e 3 normais
d)
Provas individuais para atletas que não tem condição de
participar das competições de equipes, compostas por três provas: passe com
alvo, drible em dez metros e arremesso. (www.specialolympics.org, 2005)
PRECURSSORES HANDEBOL EM CADEIRA DE RODAS
A
bibliografia que serviu de base para o desenvolvimento deste estudo foi um
artigo publicado pela acadêmica Daniela Eiko Itani, sob a orientação dos
professores doutores Paulo Ferreira de Araújo e José Julio Gavião em que a
acadêmica apresenta as condições em que se desenvolveu a prática do handebol
para cadeirantes na UNICAMP.
Ao adaptar as
regras às condições dos deficientes ITANI (2004) relaciona entre as principais
dificuldades encontradas pelos praticantes o tamanho da quadra e a quantidade
de jogadores, que sofria grande variação, impedindo a prática do jogo com sete
jogadores. Uma dúvida que não fica esclarecida em seu artigo diz respeito aos
impulsos na cadeira que, levando em consideração que poderiam ser dados três
impulsos, proporcionaria um grande deslocamento para o jogador. Estas
informações foram destacadas porque foram fundamentais no desenvolvimento da
proposta implantada no Projeto AMA – Atividade Motora Adaptada, desenvolvido
pela Universidade Paranaense em Toledo/PR.
Foram
identificadas iniciativas isoladas das Prefeituras de Santos, São Sebastião e
Jundiaí no Estado de São Paulo, no Estado do Rio de Janeiro por parte da
Prefeitura da Capital e do Centro Educacional Santa Mônica, na Bahia através do
Núcleo de Educação Física e Esporte Adaptado de Feira de Santana e na Sociedade
Hípica de Campinas/SP.
SÃO PAULO:
- Santos - São Sebastião - Jundiaí - Campinas: Sociedade Hípica
RIO DE JANEIRO
- Prefeitura Municipal - Centro Educacional Santa
Mônica
BAHIA
- Núcleo de Educação Física e
Esporte Adaptado de Feira de Santana.