ANÁLISE TÉCNICA DE DESEMPENHO DAS EQUIPES PARTICIPANTES
DA II COPA OESTE DE HCR 4
Lucinar
Jupir Forner Flores, Aline Miranda Strapasson, Anselmo de Athayde Costa e
Silva, Mariane Borges, Fernando Rosch de Faria, Carlos Henrique Ananias Lovo,
Décio Roberto Calegari
UNIPAR
CAMPUS TOLEDO/PR/Brasil - deciorc@unipar.br
Introdução: O Handebol em
Cadeira de Rodas (HCR4) é um esporte adaptado desenvolvido na Universidade
Paranaense (UNIPAR CAMPUS TOLEDO/PR), no ano de 2005 pelos professores José
Irineu Gorla, Ricardo Alexandre Carminato e Décio Roberto Calegari (Calegari et. al 2006). É disputado em duas
modalidades, o HCR 4 (4 jogadores) e HCR 7 (7 jogadores). O HCR 4 é uma
modalidade dinâmica, na qual se enfrentam 4 jogadores, tendo como principal
adaptação às regras do Handebol de Areia: a diminuição da trave. O referido
esporte tem apresentado boa aceitação e atualmente é praticado em vários
estados brasileiros.
Objetivo: O
objetivo deste estudo foi analisar tecnicamente o desempenho das equipes
participantes da II Copa Oeste de HCR, que aconteceu nos dias 26 e 27 de maio
de 2007, em Toledo/PR.
Metodologia: Através
da elaboração de uma ficha técnica (scalt)
de avaliação de desempenho (adaptada do Handebol de Salão - Greco, 2004), foram
registrados e analisados os erros de finalização (EF) dos atletas, os erros
técnicos (ET) e a efetividade do ataque (gols marcados = G).
Resultados:
Os resultados obtidos (ver
quadro 1) demonstraram que a equipe campeã apresentou um maior volume de jogo,
confirmado pelo maior número de posse de bola e a maior efetividade de ataque
com maior número de gols, além de um menor índice de erros de finalização. Em
relação aos erros técnicos, a equipe campeã apresentou o segundo menor índice, e
isto pode ser em virtude do maior volume de jogo. A comparação entre a equipe
terceira colocada e a vice-campeã, demonstra que aquela teve maior posse de
bola, entretanto o elevado número de erros de finalizações durante a
competição, pode ter sido o fator responsável pela perda do vice-campeonato.
QUADRO 1 SÍNTESE DE
DESEMPENHO DA II COPA OESTE DE HCR4
Conclusão: A análise desta
comparação permite traçar um perfil do desenvolvimento das equipes participantes
do evento. Individualmente a análise do desempenho técnico durante a competição
auxilia os dirigentes das equipes a verificar os erros e os acertos ocorridos
durante os jogos e a enfatizar os mesmos nos treinamentos semanais, podendo
consequentemente melhorar os resultados esportivos.
REFERÊNCIA 2
FLORES, L.J.F. et al.
CORRELAÇÃO DA
FORÇA MUSCULAR DINÂMICA DE MEMBROS SUPERIORES COM A AGILIDADE EM PRATICANTES DE
HANDEBOL EM CADEIRA DE RODAS.
Anais do Simpósio Internacional de Ciências do Esporte. CELAFISCS/São Paulo, 2008. Disponível em: Acessado em: ___/___/___.
CORRELAÇÃO DA
FORÇA MUSCULAR DINÂMICA DE MEMBROS SUPERIORES COM A AGILIDADE EM PRATICANTES DE
HCR.
Lucinar Jupir Forner Flores, Anselmo
de Athayde Costa e Silva, Edinaldo Silvio Dragunski Bortolo, Silvana Santos,
Aline Strapasson, José Irineu Gorla e Décio Roberto Calegari UNIPAR CAMPUS
TOLEDO/PR/Brasil; UNICAMP/Campinas/SP/Brasil.
deciorc@unipar.br
Introdução: Indivíduos com Deficiência Física estão sujeitos a inúmeras
alterações fisiológicas, como pôr exemplo, a perda de massa óssea, atrofia
muscular, perda das funções motoras e sensitivas das partes afetadas, redução
da força muscular e conseqüente menor agilidade dentre outras, (Frontera, 2001).
Objetivo: O objetivo do presente estudo foi
avaliar a força muscular dinâmica de membros superiores e a agilidade, além de
verificar a existência de correlação entre estas variáveis em praticantes de Handebol
em Cadeira de Rodas participantes da II Copa Oeste de HCR.
Materiais
e Métodos: A amostra foi composta por 27 sujeitos sendo 4
mulheres: 11 com seqüelas de Poliomielite, 07 amputados de membro inferior, 05
Lesados medulares (T1 – T11), e os 04 restantes enquadram-se na categoria Lês Autres (Neuropatia Periférica, Má
formação, Mielomeningocele). A avaliação foi realizada durante a II da Copa
Oeste de Handebol em Cadeira de Rodas realizada na cidade de Toledo/PR, em maio
de 2007. Foi utilizado um banco para supino
reto, barra e anilhas provenientes da Academia da UNIPAR para a avaliação da
força dinâmica através do teste de 1 RM no exercício de supino reto, seguindo
as descrições, orientações e cuidados de Fleck e Kraemer (1999). Para avaliar a
variável agilidade, foi utilizado o teste de agilidade Modificada (Gorgatti,
2003), o qual utiliza cones e cronômetro e considera-se para análise o menor
tempo (em segundos) realizado no circuito, dentre 3 tentativas. Para a análise
estatística foi utilizado o software SPSS for
Windows 11.0 no qual, foi realizada a correlação de Pearson para verificar
o nível de significância. Os resultados foram expressos em média ± erro padrão da média e valores de p<0,05 foram
considerados significativos. <BR> Resultados: Em relação à força dinâmica
os valores médios para o teste de 1 RM no exercício de supino reto chegaram a 47,71
± 4,17
Kg. Já no teste de agilidade os resultados médios foram
de 18,81 ± 0,82 segundos. A partir destes resultados foi
realizada a correlação entre ambas as variáveis obtendo valores de r = -0,68
p<0,0005, demonstrando que quanto maior a carga levantada no teste de 1 RM,
menor foi o tempo no teste de agilidade em cadeira de rodas.
Considerações
Finais: Estudos com esta abordagem são raros, o que
dificulta comparações e definições de padrões para as variáveis estudadas. Futuramente
espera-se obter um número maior de participantes nos estudos, o que poderia
resultar em uma divisão da amostra pelos tipos de deficiência, o que
representará melhor esta população. Através dos resultados encontrados neste
trabalho podemos considerar que quanto maior a força dinâmica de membros
superiores, menor será o tempo no teste de agilidade ou seja, melhor será sua
agilidade sobre a cadeira de rodas, proporcionando melhores condições de
desempenho esportivo.
REFERÊNCIA 3
COSTA E SILVA, A.A.et al.
AVALIAÇÃO DO PERCENTUAL DE GORDURA EM LESADOS MEDULARES
PRATICANTES DE HANDEBOL EM CADEIRA DE RODAS
(HCR).
Anais do Simpósio Internacional de Ciências do Esporte. CELAFISCS/São Paulo, 2008. Disponível em: Acessado em: ___/___/___.
AVALIAÇÃO DO PERCENTUAL DE GORDURA EM LESADOS MEDULARES
PRATICANTES DE HANDEBOL EM CADEIRA DE RODAS
(HCR)
Anselmo de Athayde Costa e Silva,
Lucinar Jupir Forner Flores, Edinaldo Silvio Dragunski Bortolo, Silvana dos
Santos Silva, Sabrina Cristine Gatto, Mariane Borges, Fábio Bertapelli, Daniely
Patricy da Silva Alli, Djully Patrícia Pereira, Aline Miranda Strapasson, José
Irineu Gorla e Décio Roberto Calegari UNIPAR- Universidade Paranaense – Toledo
– Paraná – Brasil - deciorc@unipar.br; UNICAMP – Campinas – SP – Brasil - gorla@fef.unicamp.br;
Introdução: De acordo com Frontera (2003), os sujeitos com lesão
medular estão sujeitos a inúmeras alterações fisiológicas, como por exemplo, a
perda de massa óssea, atrofia muscular, perda das funções motoras e sensitivas
das partes afetadas, aumento do percentual de gordura, dentre outras. A hipótese
levantada por Kocina (1997), de que “homens fisicamente inativos com lesão
medular têm níveis de gordura corporal que os colocam em maior risco de doenças
relacionadas com a obesidade, enquanto homens fisicamente, ativos com lesão
medular, têm níveis menores, porém acima da média de gordura corporal”, serviu
de base para o estudo.
Objetivo: Avaliar
o percentual de gordura através de técnicas antropométricas dos lesados
medulares praticantes de HCR participantes da 2ª Copa Oeste do Paraná.
Materiais
e Métodos: A amostra foi composta por 5 sujeitos com LM
traumática (3 abaixo de T-10 e 2 acima de T-3) todos do sexo masculino
participantes da 2ª Copa Oeste de HCR realizada na cidade de Toledo – PR, em
maio de 2007. Os
instrumentos utilizados para tomada das medidas antropométricas foram: o
Compasso de Dobras Cutâneas marca CESCORF, a Fita Antropométrica da Marca Sanny
e o Paquímetro de diâmetro ósseo da marca Cardiomed. As medidas antropométricas
aferidas foram: Dobra Cutânea Subescapular (SE), Circunferência Abdominal (AB),
Circunferência de Panturrilha (Pth) e Diâmetro Torácico (DT). Após as medidas
antropométricas foi utilizada a equação de Bulbulian (1987), desenvolvida para o
cálculo da estimativa da densidade corporal, já para o cálculo do Percentual de
Gordura foi utilizada a equação de Siri (1961).
Resultados: Na Tabela 01 são apresentados os valores correspondentes as
coletas das informações antropométricas e o percentual de gordura dos sujeitos
participantes da amostra deste estudo.
TABELA 1:
Idade e Variáveis Antropométricas dos Sujeitos.
MC=Massa
Corporal, DT: Diâmetro Torácico, AB: Circunferência Abdominal, Pth:
Circunferência de Panturrilha, SE: Dobra Cutânea Subescapular, Dens. Corp.:
Densidade Corporal Dp: Desvio-padrão.
Estudos com esta abordagem vem
surgindo timidamente, o que dificulta comparações e definições de padrão para o
percentual de gordura. Segundo estudos anteriores (Gorla et. al. 2006, Gatti e Gorla, 2007) com outras amostras, estes
valores são semelhantes aos encontrados em sujeitos do sexo masculino com este
tipo de lesão.
Considerações Finais: Neste estudo, podemos considerar o percentual de gordura alto, em
relação aos padrões estabelecidos para o percentual de gordura. São necessários
novos estudos com essa população, uma vez que fatores como nível, tipo, tempo e
de lesão podem influenciar os índices apresentados pelos atletas.